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Organização Curricular e Programas - 3.º
Ciclo
Ministério da Educação, 1991
Conceito de avaliação:
Respeito pela individualidade de cada aluno, com carácter sistemático e contínuo.
- constitui o elemento integrador da prática educativa
que permite a recolha de informações e a formulação das decisões adaptadas ás
necessidades e capacidades do aluno;
- é o elemento regulador da prática pedagógica,
determinando as diversas componentes do processo do ensino-aprendizagem, nomeadamente a
selecção dos métodos e recursos, as adaptações curriculares, as respostas às
necessidades educativas especiais;
- permite ao professor analisar criticamente a sua intervenção, introduzir mecanismos de
correcção e reforço, definir estratégias alternativas, orientar a sua actuação com
os alunos, com os outros professores e ainda com os encarregados de educação;
permite ao alunos controlar em pequenos passos a sua aprendizagem,
consciencializar os seus progressos e as suas dificuldades, não acumular deficiências e
lacunas, reflectir sobre os seus erros para ensaiar outros caminhos.
Objecto (parâmetros) da avaliação:
Os aspectos seleccionados e enfatizados no processo de avaliação devem corresponder
aos objectivos que, no processo ensino-aprendizagem, foram enfatizados.
- capacidade de selecção, organização e
memorização da informação e dos conhecimentos e da sua apresentação em formas
diversificadas (capacidade para raciocinar e analisar; conhecimento e compreensão de
conceitos e métodos);
- capacidade de aplicação de conhecimentos à
resolução de problemas práticos (capacidade para aplicar conhecimentos na resolução
de problemas do quotidiano, de matemática e de outras disciplinas);
- capacidade de comunicação e de cooperação com os outros (capacidade para utilizar a
linguagem matemática para comunicar ideias; cooperação no trabalho de grupo);
- capacidade de empenhamento que garante a persistência na realização de uma
tarefa (atitude em relação á matemática, emparticular a sua confiança em fazer
matemática; a preserverança e o cuidado postos na realização das tarefas).
Instrumentos e meios de avaliação:
Observação sistemática:
- listas de verificação;
- grelhas de observação;
- grelhas de análise;
- questionários de opinião;
- (exposições);
- entrevistas;
- testes;
- trabalhos individuais e de grupo,
- discussões e debates;
- cadernos diários;
Informação:
- saliente os aspectos que revelam um avanço
relativo ao ponto de partida;
- indique os aspectos a aperfeiçoar;
- dê orientações
práticas para a superação das dificuldades;
- transmita ao aluno a convicção de que os resultados da
aprendizagem podem melhorar com o esforço, de que a cooperação com os colegas pode
facilitar a aprendizagem e de que um progresso conseguido é reconhecido
Integração da avaliação no processo de ensino-aprendizagem:
- A avaliação do aluno
começa com o início do processo do ensino-aprendizagem.
- A avaliação contínua e formativa não invalida a
possibilidade e a necessidade de se efectuar também uma avaliação no final do processo
de ensino-aprendizagem (
) obter-se indicadores das condições em que o aluno vai
enfrentar o segmento seguinte: unidade didáctica, ano, ciclo.
Classificação:
- No final de determinadas etapas, é necessário
traduzir numa classificação toda a avaliação da aprendizagem dos alunos.
- Pode incidir sobre tarefas pontuais (trabalhos,
testes
) ou assumir um carácter mais global, nomeadmanete no final de um período,
de um ano escolar ou de um ciclo. Ao classificar, será necessário analisar e ponderar
todos os resultados, de modo a convertê-los num resultado síntese que possa ser
quantificado.
- Deverão ser utilizados dados objectivos, previemente
conhecidos pelos alunos e recolhidos a partir de aspectos que foram objecto do processo de
ensino-aprendizagem.
- Ainda numa perspectiva globalizante se integra a
realização de provas finais ou exames (
)
Intervenientes na avaliação:
- professor
- aluno
- director de turma
- conselho de turma
- pais e encarregados de educação
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