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Contactar,
a um nível apropriado, com as ideias e os métodos fundamentais da matemática
e apreciar o seu valor e a sua natureza; ·
Desenvolver
a capacidade de usar a matemática para analisar e resolver situações problemáticas,
para raciocinar e comunicar, assim como a auto-confiança necessária para fazê-lo.
Ser
matematicamente competente envolve hoje, de forma integrada, um conjunto de
atitudes, de ·
A
predisposição para raciocinar matematicamente, isto é, para explorar situações
problemáticas, procurar regularidades, fazer e testar conjecturas, formular
generalizações, pensar de maneira lógica; ·
O
gosto e a confiança pessoal em realizar actividades intelectuais que envolvem
raciocínio matemático e a concepção de que a validade de uma afirmação está
relacionada com a consistência da argumentação lógica, e não com alguma
autoridade exterior; · A
aptidão para discutir com outros e comunicar descobertas e ideias matemáticas
através do uso de uma linguagem, escrita e oral, não ambígua e adequada à
situação; · A
compreensão das noções de conjectura, teorema e demonstração, assim como
das consequências do uso de diferentes definições; · A
predisposição para procurar entender a estrutura de um problema e a aptidão
para desenvolver processos de resolução, assim como para analisar os erros
cometidos e ensaiar estratégias alternativas; ·
A
aptidão para decidir sobre a razoabilidade de um resultado e de usar, consoante
os casos, o cálculo mental, os algoritmos de papel e lápis ou os instrumentos
tecnológicos; ·
A
tendência para procurar ver e apreciar a estrutura abstracta que está presente
numa situação, seja ela relativa a problemas do dia-a-dia, à natureza ou à
arte, envolva ela elementos numéricos, geométricos ou ambos; · A tendência para usar a matemática, em combinação com outros saberes, na compreensão de situações da realidade, bem como o sentido crítico relativamente à utilização de procedimentos e resultados matemáticos.
Mário Jorge da Silva Lima 2002 |