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| Competências Gerais e Transversais
Competências Gerais e
Transversais (DEB 1999) Breve análise ·
O conceito integrador de
competência, encontra-se bem explicitado. ·
Este documento é um
importante passo, mas, por si só, não basta para uma real articulação
entre os ciclos do ensino básico e entre este e o secundário. Isto, devido
à actual divisão entre os ciclos (e a tendência para considerar, na prática,
o 10.º ano como um ano vestibular), à tipologia das escolas (os alunos
permanecem muito tempo no mesmo ambiente, pelo menos, nos 2.º e 3.º
ciclos), à formação inicial de professores (que teima em não se adaptar
aos currículos), à orgânica do Ministério da Educação (com a inexistência
de uma estrutrura coordenadora do DEB e do DES)... ·
Finalmente, o ME esclarece
o conceito de objectivos mínimos, que são, neste documento,
substituídos pelas competências essenciais. (Mesmo no actual quadro legal,
muitos professores confundem objectivos mínimos com uma listagem de
alguns objectivos específicos de cada disciplina, nivelando o ensino por
baixo...) ·
O perfil de competências
gerais está globalmente bem definido e explicita que elas devem ser
desenvolvidas ao longo do ensino básico. ·
Para muitos alunos de famílias
não-portuguesas (principalmente, as de origem africana), o Português é a
sua 2.ª língua, sendo para eles, por isso, uma língua estrangeira. Como
se resolve isso? Para esses (e outros) casos, deve haver flexibilidade
na definição das duas línguas estrangeiras: não têm que ser,
necessariamente, o Inglês e o Francês. ·
A noção de competência
transversal está bem definida. ·
É explícito que as situações
de aprendizagem devem ter, também, especificidades próprias de cada
disciplina.
Mário
Jorge Lima |