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Cursos Gerais e Tecnológicos
Revisão Curricular do
Ensino Secundário 2.ª Parte: Cursos Gerais e Tecnológicos
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Porque é que tem que haver,
exactamente, sete cursos gerais e catorze cursos tecnológicos? Não se
explica isso na proposta do DES... que, neste aspecto, está mais próxima
dos planos curriculares anteriores à Reforma Curricular (1989) do que dos
ainda em vigor. ·
Porque é que o ensino não-regular
(ensinos profissional, artístico e recorrente) é ignorado pela actual
revisão curricular? Constitui um corpo estranho a este sistema
educativo? ·
Nos cursos gerais, as disciplinas de
opção são remetidas para o 12.º ano. Por exemplo, um aluno que
pretenda seguir o curso superior de Educação Física tem a disciplina de
Desporto (oferta nacional) apenas no 12.º ano! Quer dizer que, até
agora, era errado ter essa disciplina no 10.º e no 11.º anos? ·
Antes de 1989, o único curso geral
que não tinha Matemática era o de “Estudos Humanísticos (área D)”,
tendo-a apenas como opção. Mesmo a área de Artes Visuais tinha Matemática.
Com a Reforma Curricular ainda em vigor, todos os cursos passaram a ter
Matemática obrigatória, se bem que alguns com a designação de Métodos
Quantitativos e apenas no 10.º ano. Agora, termina-se com a
obrigatoriedade da Matemática nos cursos artísticos e humanísticos. Nem
sequer se menciona explicitamente (opção de oferta nacional) uma
disciplina de Matemática facultativa... O mesmo acontece nos cursos
tecnológicos. Quer dizer que, afinal, os alunos que têm Métodos
Quantitativos não precisam dessa disciplina?! ·
Claro que a Matemática não deve ter
programas e carga horária igual em todos os cursos, mas deveria ser
obrigatória em todos eles. Por isso, esta disciplina (quando existe!) não
deve ser apenas diferente entre os cursos gerais (Matemática [A]) e os
tecnológicos (Matemática B). Em pleno Ano Mundial da Matemática (2000),
o Ministério da Educação (DES), parece não reconhecer quais os
desafios que se avizinham e que a Matemática é uma chave para o
desenvolvimento, despromovendo a imagem da Matemática. · As saídas preferenciais para o ensino superior (quadro com alguns exemplos) apresenta um pormenor curioso: o curso de Arquitectura é uma saída do curso “Ciências e Tecnologias (G2)”, mas não consta das saídas do curso “Artes Visuais (G3)”! Consultando os planos curriculares dos dois cursos, é caso para perguntar: arquitectos ou engenheiros?
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