Lições...

 

Numa recente circular recebida nas escolas, o Director do DEB recupera o termo "lição", para indicar como numerar os sumários das aulas ("unidades") de 90 minutos.

Em vez de esclarecer o novo conceito de aula, cede a factores administrativos, ao bom velho jeito da máquina do Ministério.

O Ministério da Educação, em vez de actualizar os "livros de ponto" adequando-os ao novo contexto curricular, limita-se (?) a mudar-lhes a cor (para o rosa!)...

Mário Lima

Outubro de 2001

O Director do DEB afirma:
Quanto aos alunos, o principal objectivo da circular 4/2001 é o de não encorajarmos, de modo algum, uma atitude do tipo: "Já que tenho uma falta, então já não vou até ao fim dos 90 minutos".

Mas não vê que, com a circular, pode encorajar uma atitudes do tipo:
"Como cheguei atrasado e só tenho uma falta de 45 minutos, irei apenas aos segundos 45 minutos da aula de 90 minutos, pelo que aguardo uns minutos por essa hora";
"Como cheguei (poderei chegar) atrasado e só tenho uma falta de 45 minutos, irei dar apenas os segundos 45 minutos da aula de 90 minutos, pelo que aguardo - e os alunos também - uns minutos por essa hora (em vez de me esforçar por chegar, no máximo, uns minutos atrasado)"

Assim, fica visto que mais valia não ter enviado qualquer circular. Cada escola é um caso, onde deve imperar o bom-senso e não documentos inflexíveis da Administração. Por causa de, em algumas escolas, não ter imperado esse bom-senso, altera-se as regras após o início do ano lectivo e prejudica-se a dinâmica das escolas com pormenores borucráticos...

Os pais e encarregados de educação não devem se apenas agentes que recebem informação, mas parte activa que penalize quem não tenha esse bom-senso ou quem perde tempo com borucracias, em vez de, por exemplo, editar orientações sobre as novas áreas curriculares ou alterar os livros de ponto de acordo com o novo contexto (não apenas na cor de rosa!)...

Mário Lima
Novembro de 2001


Um novo Sistema Educativo (no qual o Ministério da Educação dialogue com representantes das comunidades escolares, em vez de dialogar com representantes de alguns professores...)