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| Reajustamento da
Matemática
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Matemática |
Matemática
B |
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Para
os cursos gerais: G1 - Ciências Naturais, G2 - Ciências e Tecnologias,
G6 - Ciências Sócio-Económicas. |
Para
os cursos tecnológicos: 1-Curso Tecnológico de Construção Civil,
2-Curso Tecnológico de Electrotecnia/Electrónica, 3-Curso Tecnológico
de Informática, 4-Curso Tecnológico de Mecânica, 5-Curso Tecnológico
de Química, 9-Curso Tecnológico de Administração, 10-Curso Tecnológico
de Técnicas Comerciais, 14-Curso Tecnológico de Serviços Jurídicos. |
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As
mesmas ideias base de concepção do Ajustamento de 1997. |
Um
aluno que segue Matemática B deve ter duas possibilidades de fazer o
equivalente à Matemática dos Cursos Gerais: uma através de uma Matemática
C no 12º e outra através de uma Matemática D após o 12º ano para
permitir uma real permeabilidade entre os cursos gerais e os cursos tecnológicos. |
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O
texto tem por base 28,5 semanas de leccionação, correspondente a 85
aulas, ou ainda a 127,5 horas. |
O
texto tem por base 28,5 semanas de leccionação, correspondente a 57
aulas, ou ainda a 85,5 horas. |
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Módulo
de orientação - 9 aulas - Resolução de problemas de geometria no plano
e no espaço. |
Módulo
de orientação - 9 aulas - Resolução de problemas de geometria no plano
e no espaço. Todas as actividades devem estar ligadas à manipulação de
modelos geométricos concretos. |
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Tema
I - Geometria no Plano e no Espaço I - 27 aulas |
Tema
I - Geometria no Plano e no Espaço I - 16 aulas |
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No
desenvolvimento do subtema Geometria Analítica, o programa de Matemática
B não tem os seguintes tópicos: ®
Conjuntos de pontos e condições. Distância entre
dois pontos. Circunferência, círculo, elipse e mediatriz; Superfície
esférica, esfera e plano mediador; ®
Coordenadas do ponto médio de um segmento de recta; ®
Equação vectorial da recta no plano e no espaço. Além
disso ainda no subtema Geometria Analítica, o tópico ®
Conjuntos de pontos e condições. Distância entre dois pontos. Circunferência,
círculo, elipse e mediatriz; Superfície esférica, esfera e plano
mediador,
tem diferentes indicações metodológicas (na Matemática B, por exemplo,
pretende-se que o aluno trabalhe com vectores nalgumas situações
concretas elementares). |
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Tema
II - Funções e Gráficos - Generalidades. Funções polinomiais. Função
módulo - 27 aulas |
Tema
II - Funções e Gráficos - Generalidades. Funções polinomiais. Função
módulo - 16 aulas |
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No
desenvolvimento deste tema o programa de Matemática B não tem os
seguintes tópicos: ®
Equações e inequações do 2º grau; ®
Estudo de funções polinomiais e polinómios, com particular incidência
nos graus 3 e 4; ®
Possibilidade da decomposição de um polinómio em factores (informação).
Decomposição de um polinómio em factores em casos simples, por divisão
dos polinómios e recorrendo à regra de Ruffini. Justificação desta
regra; ®
Estudo gráfico de inequações envolvendo polinómios com recurso à
calculadora gráfica ou a partir de uma decomposição em factores do
polinómio, usando uma tabela de variação de sinais. Além
disso existem aspectos nas indicações metodológicas da Matemática que
não se encontram na matemática B, tais como: ®
a
possibilidade de introduzir os conceitos de "condição" e
"proposição" e referir sumariamente ao longo do tema as
propriedades da conjunção, disjunção, negação e implicação; ®
a possibilidade de referir funções definidas por dois ou mais ramos
(cujo domínio é um intervalo ou união de intervalos); ®
Os alunos devem determinar pontos notáveis (como
intersecção com os eixos coordenados) e extremos de forma aproximada
(com uma aproximação definida a priori) a partir do gráfico traçado na
calculadora gráfica ou computador. |
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Tema
III - Estatística - 15 aulas - No estudo deste tema o aluno deve recorrer
à calculadora gráfica e às suas potencialidades para resolver muitos
dos problemas. |
Tema
III - Estatística - 15 aulas |
Comissão
de Acompanhamento - Matemática: Arsélio Martins, Graziela Fonseca e Jaime
Carvalho e Silva (28.01.2000)
Ensino Secundário - Revisão participada do Curriculo - 2001 - Programa de
Matemática
Em geral A necessidade de tomar medidas para alterar a situação do ensino
secundário merece o nosso acordo geral. Em particular, parece necessário criar
espaços diferentes da sala de aula onde se possam desenvolver competências que
não estão a ser desenvolvidas com a actual organização do magistério
docente, espartilhado em ensino por disciplinas. Saudamos, por isso, as
iniciativas para tornar possível o estudo acompanhado e para o trabalho de
projecto mobilizando conhecimentos de vários ramos do saber e disciplinas.
Saudamos também as alterações previstas para o ensino tecnológico, em
especial aquelas que têm a ver com a adequação do ensino daMatemática e de
disciplinas específicas, conjugada com a consideração de uma abordagem
especial para os alunos dos cursos tecnológicosque queiram vir a prosseguir
estudos superiores.
Mas não podemos deixar de manifestar o nosso desacordo em relação à
possibilidade aberta de, para alunos de alguns grupos de estudo, não haver módulos
de desenvolvimento da cultura científica. Não achamos suficiente o estudo de
algumas questões que tenham a ver com cultura científica que possam ser
consideradas nos programas de Filosofia.
Assim como não nos pareceria legítimo que a cultura escolar deixasse
deconsiderar rudimentos de língua e cultura humanista para a generalidade dos
cidadãos, parece-nos absolutamente necessário considerar no currículo escolar
de todos os cidadãos formação cultural científica que, não sendo básica no
sentido de não poder ser apropriada pelas crianças, é básica por ser necessária
a todos os adultos escolarizados a nível secundário.
A configuração que está a ser aprovada considera uma só disciplina específica
de Matemática para percursos futuros com necessidades deformação bem
diferenciadas, Medicina, Economia, Engenharias, Física ou Matemática. Esta
situação não pode deixar de ser acompanhada pormedidas de compensação nos
estudos superiores das licenciaturas em que há um nível elevado de exigência
relativamente à Matemática.
Relativamente ao programa de Matemática A
Considerando o trabalho de discussão na elaboração e na implantação do
programa de Matemática, que incluiu um acompanhamento sistemático a nível
nacional, é nosso parecer que o programa actual pode,no essencial, ser adoptado
como programa de Matemática A do ensino secundário. Nas versões provisórias
do ajustamento do que veio a ser o programa actual, tínhamos proposto que
houvesse um reajustamento na base dasindicações ditadas pela aplicação do
programa e das sugestões recolhidaspelo sistema de acompanhamento. Estamos a
recolher opiniões sobre alguns aspectos do programa que levantaram mais
problemas de interpretação e criaram dificuldades na gestão- planificação e
na leccionação. Mas é nosso entendimento, desde já, que podem e devem ser
feitas correcções
a)
ao nível da correcção
da linguagem, propriamente dita;
b)
ao nível da precisão
ou delimitação mais rigorosa do âmbito dos objectos de ensino, tanto do ponto
de vista dos conteúdos como das indicações metodológicas;
c)
ao nível de uma
alteração da actual apresentação das listagens sequenciais dos conteúdos
que provocaram incompreensões quanto ao desenvolvimento de competências e
abordagens de conhecimentos que, contrariamente ao esperado, foram duplicados
desnecessariamente;
d)
ao nível de algumas
alterações que esclareçam a profundidade das abordagens do tema geral e
inibam interpretações redutoras do pretendido.
e)
ao nível da eliminação
das considerações e exemplos que, em anexo, pretendiam esclarecer o alcance
das indicações genéricas do programa e que devem ser substituídas por indicações
bibliográficas (esclarecidas, para serem esclarecedoras) e referidas como notas
ao corpo do programa.
A publicação dos materiais de apoio -- Brochura, entre outros -- tornou possível
um novo entendimento sobre o programa. Importa continuar o esforço de divulgação
para que esses materiais sejam complementos imprescíndiveis de estudo para os
professores que leccionam o programa.
Relativamente ao programa de Matemática B
A discussão para a concepção e a aplicação do programa ajustado deMatemática,
acrescentadas das lições tiradas no seu acompanhamento, permitem discernir,
desde já, alguns "varais" para a definição de um programa para os
alunos que vão frequentar os cursos mais direccionados para vias
profissionalizantes. A saber:
a)
Continua a
considerar-se como consensual a obrigatoriedade do ensino das funções reais de
variável real
1.Para os três primeiros anos, propõe-se uma abordagem das funções a partir
de modelação de situações e com recurso à tecnologia gráfica.
2. O estudo das funções deve ser efectuado dos três pontos devista: gráfico,
numérico e algébrico (ou analítico), introduzindo todas as noções e operações,
sem recurso a definições "simbólicas puras" e mais como abstracções
em linguagem ordinária sobre as observações dos comportamentos das funções.
3. O estudo das funções inclui as noções de domínio e contradomínio;
simetrias; zeros; monotonia, taxas de variação, derivada e extremos;
continuidade; assímptotas, ...
4. Os modelos a estudar devem ser sequencialmente abordados, tal como no actual
programa ‹ começar pelas funções algébricas inteiras no 1º ano (com
algumas simplificações ao nível de exigência do cálculo com polinómios),
passando para as funções algébricas racionais e algumas funções irracionais
(incluindo as transcendentes trigonométricas mais simples) no 2º ano e
finalmente as funções exponenciais e logarítmicas no 3º ano.
5. Em todos os casos, os alunos devem acompanhar com compreensão ao nível das
transformações geométricas (ou significados gráficos) as operações algébricas
e as alterações nos parâmetros.
6. Ao longo dos três anos e para os diversos modelos, os alunos devem estudar
funções definidas em intervalos de números reais ou reuniões de intervalos e
devem estudar funções definidas por ramos.
7. Pensa-se que deve ser reduzido o estudo das funções reais de variável
natural tal como é considerado no programa actual, embora não se considere
desnecessário algum estudo sobre sequências denúmeros.
8. Os professores devem poder considerar abordagens significativas para os
estudantes, com selecção de situações, para modelação, ligadas aos
interesses dos alunos e às restantes disciplinas específicas e técnicas do
curso frequentado.
9. Para os alunos que desejem prosseguir estudos superiores, é no 13º ano que
se consideram as abordagens mais rigorosas e formalistas de todos os conceitos
apropriados de forma menos formalizada, mais intuitiva ou ingénua. É também
no 13º ano que se consideram as abordagens de temas como o raciocínio
demonstrativo.
b)
Para além das correcções
e precisões do tipo das que foram consideradas necessárias para a Matemática
A, pensa-se que na Matemática B se deve reduzir a abordagem da Geometria Analítica
e se pode insistir na abordagem de temas de Geometria sintética e/ou geometria
das transformações, sempre sem tratamento formal e muito menos sem qualquer
abordagem axiomática propriamente dita. Pensa-se também que pode ser
interessante introduzir outros sistemas de coordenadas que possam ser explorados
para enfrentar situações e problemas interessantes ligados a outras
disciplinas científicas (sempre com recurso à tecnologia gráfica).
c)
Mantém-se no
essencial a abordagem da Estatística e dasProbabilidades ao nível do actual
programa, sendo que nos três primeiros anos não haverá qualquer abordagem da
axiomática dasprobabilidades (ficará para o 13º ano). Sobre esta questão, é
possível propor uma reorganização ou pelo menos alterar a localização
temporal da leccionação destes assuntos e deverão ser efectuados cortes ao nível
da abordagem da Combinatória nos 3 primeiros anos.
d)
De qualquer modo,
considera-se necessária uma reorganização dos temas, de modo a que o programa
apareça dividido em dois grandes temas por ano.
Como colectivo, esta equipa técnica, que elaborou o ajustamento e acompanhou no
terreno a sua execução, manifesta a sua inteira disponibilidade para proceder
à transferência de todas ideias e sugestões de detalhe que a experiência
aconselha.