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ENSlNO BÁSICO E SECUNDÁRIO 10 MEDIDAS DE REVISÃO CURRICULAR1. Fixação em 30 horas semanais da carga horária máxima nos 2° e 3º ciclos do ensino básico e no ensino secundário. 1. Fixação em 30 horas semanais da carga horária máxima nos 2° e 3º ciclos do ensino básico e no ensino secundário. O horário semanal de 30 horas compreende a inclusão obrigatória no horário do aluno de todas as actividades lectivas e não lectivas que fazem parte integrante do seu plano de estudos, isto é, aulas e outras actividades curriculares. Actualmente, os horários lectivos (aulas) variam entre 31 e 3 5 horas, com evidente sobrecarga para os alunos.
Este espaço curricular, de oferta, universal, sera incluído no horário dos alunos e dos professores, substituindo a atribuição de horas a alunos com dificuldades muitas vezes apenas resultantes da não leccionação de conteúdos programáticos de anos anteriores. Constitui uma actividade contínua de apoio à organização e sistematização dos conhecimentos e ao desenvolvimento de métodos de trabalho, e será da responsabilidade de professores das áreas de línguas e estudos sociais e ciências exactas e da natureza.
Integrando expressamente o horário semanal do aluno e dos professores, ao contrário do que acontecia com a área escola, a área de projecto constitui uma área interdisciplinar de suporte, complemento e reforço dos saberes e competências nucleares no processo de aprendizagem, atribuindo especial relevo as dimensões da cidadania e da orientação vocacional de cada aluno.
Integrado no horário dos alunos e do director de turma, este espaço, que faz parte da área de projecto, será dedicado a temas de actualidade, segundo os interesses de cada grupo turma, promovendo a cidadania e o diálogo em torno de problemas sentidos pelos alunos. Assegura-se, assim, a continuidade curricular entre o 3° ciclo e o ensino secundario, e garante-se que cada aluno tenha tido a oportunidade de aprender duas línguas estrangeiras na escolaridade obrigatória. Até hoje a 2ª língua era apenas opcional, integrando um conjunto de disciplinas que compreendia também a Educação Tecnológica e a Educação Musical. Estas disciplinas continuarn a ser oferecidas em regime de opção.
Actualmente a Geografia não faz parte do plano curricular do 8° ano. Passa agora a ser leccionada sequencialmente nos 3 anos, tal como já acontece com a Hístória, na área das ciências humanas e sociais.
A actual organização em 3 blocos (formação geral, específica e técnica) sucede-se uma organização que compreende as componentes de formação geral e específica e uma área de projecto, evitando a dispersão disciplinar. As disciplinas actualmente oferecidas na componente técnica serão integradas, de modo a reforçar a articulação entre a teoria e a pratica (p.ex.: Práticas Oficinais e Laboratoriais).
Tendo-se tornado evidente que os actuais cursos tecnológicos pouco diferem dos cursos de carácter geral, serão reorientados nos conteúdos disciplinares, na área de projecto tecnológico e através de estágios e esquemas de formação em alternância, de modo a garantir urna prepraração profissional facilitadora da inserção no mundo do trabalho.
Em disciplinas como a Matemática ou a Física, e a exemplo do que já acontece com o Português, serão definidos conteúdos programáticos adequados aos diferentes cursos, rompendo-se com a uniformidade actual.
Até agora, as provas aferidas realizadas pelo Instituto de Inovação Educacional respeitavarn apenas a uma amostra de alunos. Passarão a ser da responsabilidade do Gabinete de Avaliação Educacional e serão realizadas pela totalidade dos alunos do 4°, do 6° e do 9° ano, sem efeitos na sua classificação final. Este reforço da avaliacão externa (de par com os exames do 12° ano) é parte integrante da revisão dos regimes de avaliação que, tanto no ensino básico como no ensino secundário, deverão harmonizar-se com os curricula e com a vida das escolas, no sentido da promoção da qualidade das aprendizagens.
Calendário
A avaliação externa no ensino básico estará plenamente assegurada em 2001/2002, desenvolvendo-se o processo do seguinte modo:
Em 98/99 aumenta o número de escolas do ensino básico em gestão curricular flexível, testando a definição de competências no final de cada ciclo. A generalização das medidas de revisão curricular no ensino secandário ocorrerá no ano lectivo 2001/2002, por envolver o reajustamento de programas, ditado pela reorganização dos cursos, pela diferenciação disciplinar e pela necessidade de dispensar as OGP. Em 98/99 será construída a área de projecto com as escolas-pólo que têm dinamizado o processo de revisão curricular. Em 1999 estará concluído o reajustamento dos programas.
Novas medidas de suporte à revisão curricular A estratégia de concretização desta revisão curricular, centrada no trabalho com as escolas, compreende, nomeadamente, as seguintes medidas 1) incentivo ao ensino experimental, a ser generalizado em 2000/2001; 2) acompanhamento dos programas de Matemática e de Português, no ensino secundário, envolvendo as associações profissionais e científicas, professores de apoio e produção de materiais; 3) formação contínua de professores orientada para a gestão curricular, trabalho de projecto e estratégias de ensino-aprendizagem; 4) desenvolvimento do programa Boa Esperança, apoiando e divulgando boas práticas em todos os graus de ensino e em todos os domínios da vida escolar; 5) desenvolvimento do prograrna Alfa, visando a melhoria das condições de trabalho e o apoio à qualidade das aprendizagens no 1° ciclo.
Quadro síntese das medidas de revisão curricular
Generalização no ensino secundário: a partir de 2001/2002 (C) Ministério da Educação 1998 |