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Associação para o Desenvolvimento
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MATEMÁTICA SEM FRONTEIRAS

PROJECTO NO ÂMBITO DO PROGRAMA CIÊNCIA VIVA III DO MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA,
COM O APOIO DA ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO


Regulamento 1998/99


1. Âmbito
2. Objectivos
3.
Especificação das actividades
4.
Calendarização
5. Selecção das Equipas e Classificações
6. Prémios
7. Disposições Finais

 

1. Âmbito

O projecto Matemática sem Fronteiras é uma iniciativa, levada a cabo no âmbito do Programa Ciência Viva III, com a colaboração da Associação para o Desenvolvimento da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que pretende contribuir para a renovação da imagem da Matemática junto dos alunos do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

 

2. Objectivos

O projecto visa, em particular:

• oferecer uma visão de uma Matemática viva, como uma construção humana e em permanente evolução;

• mostrar que a esta ciência podem ter acesso todos, independentemente da idade, sexo, raça e classe social;

• promover a oportunidade de apreender Matemática, envolvendo uma variedade de experiências e actividades relevantes para os alunos, em ambiente de cooperação;

• contribuir para desenvolver a ideia de que a Matemática poder ser um veículo de diversão, lazer e criatividade.

 

3. Especificação das Actividades

São três as componentes do projecto:

Aventuras Matemáticas - conjunto de actividades matemáticas, a serem resolvidas, em grupo, por alunos dos vários de escolaridade.

Viagem ao Mundo da Matemática - exposição que inclui: a) uma mostra de vários cenários da evolução da Matemática através dos tempos; b) uma mediateca com livros e vídeos acerca desta Ciência, e suas relações com outras áreas do saber; e c) quiosques com jogos, puzzles e outros materiais pondo em destaque a sua beleza e magia.

Intercâmbio – Trata-se de uma acção destinada a apoiar e incentivar a participação dos alunos nas Aventuras Matemáticas, através do uso do Correio Electrónico e Internet. Para além disso, pretende-se que os alunos usem o Correio Electrónico para partilha de experiências, e levantamento de dúvidas e questões.

 

4.Calendarização

O projecto decorrerá em três fases (Fase preparatória, Fase de Escola, Fase Final) que a seguir se caracterizam.


1. Fase prepapratória

Em cada escola, o respectivo dinamizador do projecto constituirá uma Comissão Organizadora, formada no mínimo por 2 professores de Matemática da escola, que se encarregará por:

a) disseminar o projecto na Escola;

b) promover a formação de equipas de alunos (constituídas por seis elementos) dos vários anos de escolaridade;

c) divulgação do projecto junto dos pais dos alunos e assegurar que todos alunos interessados em participar na iniciativa têm o consentimento, por escrito, dos pais ou encarregados de educação, para adesão ao projecto;

d) designar um júri constituído por professores da Escola (o qual será presidido pelo dinamizador do projecto) que se responsabilizará pelas classificações atribuídas aos alunos nas Aventuras Matemáticas na Fase de Escola

e) enviar à Equipa Coordenadora do projecto:

e1) os nomes dos professores que fazem parte da Comissão Organizadora dos Jogos na respectiva Escola;

e2) os nomes dos professores que fazem parte do Júri das Aventuras Matemáticas;

Por sua vez, a Equipa Coordenadora terá como funções:

a) colaborar com os dinamizadores das escolas e apoiá-los no desenvolvimento de um ambiente propício ao bom andamento do projecto nas Escolas;

b) elaborar os documentos de orientaçao necessários;

c) elaborar as actividades para as Aventuras Matemáticas da Fase da Escola.


2. Fase de Escola
– Janeiro a Abril de 1999

Em cada escola, cada equipa resolverá, como actividade extra-curricular, as duas Aventuras Matemáticas propostas pela Equipa Coordenadora do projecto, e apresentará as suas resoluções por escrito.

Cada Comissão Organizadora tem a seu cargo:

a) proporcionar a cada equipa participante uma cópia do enunciado das Aventuras Matemáticas, e assegurar que cada equipa efectivamente leve a cabo essas Aventuras e apresente, no final de Janeiro e de Março a resolução, por escrito, das mesmas;

b) enviar à Equipa Coordenadora o número de equipas participantes;

c) esclarecer as equipas participantes do que se pretende que seja feito, tendo em conta as linhas mestras constantes do documento orientador;

d) encorajar o uso do computador e da Internet pelas equipas participantes, em particular, para promover a comunicação entre os alunos das várias Escolas;

e) assegurar que o Júri avalia e classifica as Aventuras Matemáticas das várias equipas de acordo com os critérios e parâmetros previamente estabelecidos;

f) proceder à seleccão das equipas que irão participar na Final, na respectiva Escola (ver ponto 5 deste Documento );

g) organizar, na Escola, a Final das Aventuras Matemáticas, modelada no conhecido programa televisivo Jogos Sem Fronteiras;

h) responsabilizar-se pela selecção das equipas (uma do Ensino Básico e outra do Ensino Secundário) na Final da Escola para participar na Final a realizar na Faculdade de Ciências, e enviar à Equipa Coordenadora, até à semana anterior à da realização da Fase Final, os nomes das equipas seleccionadas, bem como os nomes dos respectivos elementos.

Por sua vez, a Equipa Coordenadora do projecto responsabilizar-se-á por:

a) continuar a apoiar os dinamizadores de escola, contribuindo o melhor possível para o bom andamento do projecto;

b) elaborar as Aventuras Matemáticas para a Final nas Escolas, bem como proporcionar os materiais necessários à sua realização;

c) preparar e adquirir os materiais para a exposição Viagem ao Mundo da Matemática;


3. Fase Final
- Maio a Junho de 1999

Em 22 de Maio (data a confirmar oportunamente), a Equipa Coordenadora do Projecto organiza a Final das Aventuras Matemáticas, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (ou noutro local com melhores condições), na qual participam as equipas seleccionadas em cada escola. Em paralelo, será organizada a exposição Viagem ao Mundo da Matemática, no Salão Nobre da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Para concluir as actividades do projecto, a Equipa Coordenadora elaborará o relatório final do mesmo que deverá ser enviado ao Program Ciência Viva até 31 de Outubro de 1999. Por tal motivo será desejável que, em cada Escola, a respectiva Comissão Organizadora apresente até 60 dias após o termo das actividades do projecto, um relatório, incluindo, em particular, reacções e comentários de professores e alunos ao mesmo, fotografias das actividades desenvolvidas, e, quando aplicável, apoios obtidos.

 

5. Selecção das Equipas e Classificações

As equipas (pelo menos três do Ensino Básico e três do Ensino Secundário) a estarem presentes na Final nas Escolas serão seleccionadas, pelo Júri de Escola, tendo em conta as seguintes condições:

1. as equipas realizaram as duas Aventuras Matemáticas e apresentaram as suas resoluções por escrito;

2. se, por cada ano de escolaridade, houver mais do que uma equipa satisfazendo ao critério anterior, será seleccionada uma equipa por cada um destes anos, atendendo as pontuações obtidas no conjunto das duas Aventuras. Em caso contrário, serão seleccionadas as três equipas do Ensino Básico e/ou as três equipas do Ensino Secundário que tiverem obtido, no conjunto das duas Aventuras Matemáticasas, as pontuações mais elevadas ;

3. em caso de igualdade de pontuações entre duas ou mais equipas, será seleccionada a equipa que tiver tido a pontuação mais elevada numa das duas Aventuras Matemáticas. Se a igualdade persistir, recorrer-se-á a um processo de escolha aleatório.

As duas equipas (uma do Ensino Básico e outra do Ensino Secundário) a estarem presentes na Final a realizar na Faculdade de Ciências serão seleccionadas tendo em conta a soma das pontuações obtidas nas várias actividades matemáticas constantes da Final nas Escolas. Em caso de igualdade pontual, será seleccionada a equipa que tiver obtido a pontuação mais elevada numa das actividades matemáticas levadas a cabo; se a igualdade persistir, recorrer-se-á a um processo de escolha aleatório.

Por sua vez, na Final da Faculdade de Ciências, serão seleccionadas duas equipas (uma do Ensino Básico e uma do Ensino Secundário) que serão consideradas as vencedoras das Aventuras Matemáticas, havendo igualmente destaque para as duas equipas que ficarem em segundo lugar. A selecção é feita, por um Júri constituído pelos Dinamizadores de todas as Escolas participantes, e presidido pela Coordenadora do projecto, tendo em conta a soma das pontuações obtidas nas várias actividades matemáticas constantes dessa mesma Final. Em caso de igualdade pontual entre duas ou mais equipas, far-se-á a ordenação tendo em consideração as pontuações obtidas nas actividades matemáticas levadas a cabo nessa Final, considerando-se seleccionada a equipa que tiver obtido a pontuação mais elevada numa dessas actividades; se a igualdade persistir, recorrer-se-á a um processo de escolha aleatório.

As pontuações atribuídas a cada equipa nas várias Aventuras Matemáticas terão como base parâmetros e grelhas de classificação específicos para cada uma dessas Aventuras, os quais serão estabelecidos pela Equipa Coordenadora do projecto.

 

6. Prémios

Na Fase de Escola, são atribuídos quatro prémios (jogos, livros) às equipas (do 3º ciclo do ensino básico, e do ensino secundário) que, na respectiva Final das Aventuras Matemáticas, fiquem nos dois primeiros lugares.

Igualmente, na Fase Final, na Faculdade de Ciências, são atribuídos prémios (taças) às equipas finalistas (do 3º ciclo do ensino básico, e do ensino secundário) que fiquem nos dois primeiros lugares. A todos os participantes na Final da Fase Final na Faculdade de Ciências será oferecido um boné com o logotipo do projecto e uma medalha simbólica da sua participação em tal evento.

Finalmente, serão atribuídos dois prémios (taças) no âmbito do concurso Viver a Matemática, às duas propostas que forem julgadas por um Júri de Selecção, presidido pela Coordenadora do projecto.

 

7. Disposições Finais

Em todas as acções levadas a cabo pela Escola em conexão com o projecto Matemáticasem Fronteiras deve ser expressa menção de terem sido as mesmas integradas no referido projecto, e que este é apoiado financeiramente pelo Programa Ciência Viva, do Ministério da Ciência e Tecnologia, com a coloboração da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e coordenado pela Equipa constituída por Cândida Queiroz Moreira (coordenadora), Ana Carla Rodrigues, Antonieta Costa, Constança Silva e Maria do Rosário Contente.

Os casos omissos neste Regulamento serão resolvidos pela Equipa Coordenadora do projecto.

 

6 de Março de 1999
A Equipa Coordenadora do Projecto